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Índia, Mercosul e Marrocos: as carteiras de identidade digital estão se tornando a próxima infraestrutura global de confiança

As carteiras digitais estão rapidamente se consolidando como uma nova camada de confiança. O EU Age Verification Blueprint aponta para o próximo passo: provar atributos, como maioridade, e não apenas identidade, usando carteiras com preservação de privacidade, troca mínima de dados e verificação criptográfica.

Estamos vendo essa mesma direção em diferentes regiões do mundo:

  • A Índia está exportando uma infraestrutura digital pública completa, combinando identidade, pagamentos e troca de registros verificados, por meio de acordos de cooperação com 23 países. O UPI já está ativo internacionalmente, e há cooperação envolvendo o DigiLocker com parceiros.
  • O Marrocos está avançando para um modelo de serviços públicos orientado por carteira digital, com o Idarati X.0, ancorado na CNIE, com participação da CNDP desde o início e parceiros como iDAKTO e ShareID.
  • O Mercosul avança com o Cidadão Digital do Mercosul, permitindo o uso transfronteiriço de identidades digitais nacionais, começando por Brasil e Uruguai, além de avanços no reconhecimento mútuo de assinaturas digitais.

Um acelerador importante para um hub no Mercosul seria a convergência pragmática das regras de proteção de dados para custódia e processamento transfronteiriço, ainda que temporário, cobrindo base legal, retenção, responsabilização, auditabilidade e revogação.

A biometria entra como infraestrutura: emissão, deduplicação e qualidade nos backends governamentais, além de presença e consentimento no dispositivo, com liveness e autenticação. Assim, as partes confiáveis consomem declarações e provas verificáveis, não dados biométricos brutos.

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